sábado, 21 de junho de 2014

4 habilidades necessárias para entrar na faculdade

Me deparei, hoje, com este post do Lendo.org e fiquei pensando: algo tão simples e tão difícil de desenvolver nos nossos alunos!

Sim, pensei no "desenvolver" pois, a maioria dos alunos que "tento" ensinar na Educação Superior não apresenta nenhuma destas habilidades e é preciso desenvolver quando eles já estão na faculdade.

Quando tentamos torná-los eficientes e autônomos somos tratados como pessoas desorientadas e que não sabem o que estão fazendo.

É triste, não é? Os alunos tratam seus professores como seres "ruminantes". Querem que fiquemos mastigando e preparando a informação e o conhecimento para "passar" tudo prontinho para eles digerirem sem esforço algum.

O post trata justamente disso, habilidades necessárias para "entrar na faculdade" mas, não é o que acontece. Por isso, também pergunto: você é um deles?



Reprodução:

Recentemente tenho entrado em contato com alunos universitários através de cursos de
extensão ministrados por mim ou com aulas particulares que alguns solicitam.


O que tenho visto levou-me a refletir novamente sobre o nível de preparo de nossos universitários, que a cada dia chegam ao ensino superior com menos que o mínimo necessário para o bom aproveitamento do curso.

Quando todos pensávamos que nos depararíamos com uma geração nova, interligada ao universo digital, vejo que esse cenário limita-se ao uso básico de funções das redes sociais — alguns nunca utilizaram um editor de texto (Word)!

A partir dessa experiência, busquei pensar em algumas habilidades indispensáveis àqueles que ingressam em uma universidade.

Elenquei 4 delas. Todas poderiam tranquilamente ser trabalhadas durante a  trajetória escolar por professores de todas as áreas, pois dependem estritamente de um movimento de orientação aos estudos que todo aluno da educação básica deveria receber.

Antes de ir para a faculdade, você deve saber:

Gerenciar seus horários com disciplina

Dosar o tempo entre amigos, família, atividades extra e trabalhos acadêmicos não é fácil. O que diferencia os estudantes de sucesso dos demais, contudo, é justamente a disciplina para gerenciar seus horários seguindo uma agenda rígida — isso pode evitar muitos problemas a médio e longo prazo.

Um passo importante nesse processo é pensar sobre como você quer abordar suas tarefas da faculdade: sua mente funciona melhor de manhã ou à noite? Prefere trabalhar por pouco tempo, fazendo intervalos regulares, ou é daqueles que preferem mergulhar nos estudos por horas e horas?

Considerar esses aspectos vai facilitar suas tomadas de decisão em torno da escolha dos melhores horários e do que fazer em cada um deles. Pense em organizar suas tarefas em ordem de prioridade, reservando espaços para lazer, mas sem atrapalhar o foco principal: seus estudos.

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Possuir mínimas habilidades de pesquisa

Você sabe onde procurar por informação confiável? Sabe que tipo de fonte é válida como recurso acadêmico? Sabe como citar informações e especificar de onde ela foi retirada? Já ouviu falar de termos como citação direta, citação indireta e paráfrase? Sabe o que é a ABNT e o que ela faz? Acha a Wikipedia uma fonte de pesquisa excelente?

Se você teve problemas com essas questões e respondeu “sim” para a última, terá
muitas dores de cabeça ao realizar uma pesquisa acadêmica.


Utilize a internet para pesquisar sobre o assunto até conseguir responder detalhadamente todas as perguntas listadas acima.

Saber organizar-se

Organização é tudo - habilidade essencial para universitários 

Correndo o risco de soar como seu pai, devo dizer que organização é TUDO. Se você já aprendeu a definir horários, ótimo, mas isso só não basta. Você deve manter seu material organizado, seus livros, polígrafos e anotações em ordem e ainda ter uma agenda ou calendário (em papel ou usando uma app do seu smartphone) com todas as suas tarefas.

A faculdade não é a escola!
Não vai ter ninguém lá para lhe passar a lição de casa ou trabalhos prontos. Acostume-se a fazer todos os trabalhos com antecedência ou então será fim de jogo pra você. Simples assim.


Aqui no blog há alguns artigos que podem lhe ajudar com o processo de aprender a organizar-se. Veja:

Saber usar planilhas, editores de texto e fazer apresentações de slides

Você pretende mesmo entrar para um curso superior sem saber usar o Word, Excel e PowerPoint?

Esse é um dos grande absurdos que vi recentemente. Vários alunos que diziam “nem ter instalado no computador esses programa[sic]“.

Você precisará do Word para digitar seus trabalhos, formatando-os segundo as normas da ABNT. Precisará do PowerPoint para organizar apresentações de seus trabalhos e, se for mesmo organizado, precisará do Excel para manter suas notas e seus gastos universitários em um só lugar.

Chega a ser bizarro alguém chegar ao Ensino Superior, hoje, sem saber utilizar tais recursos. É como alguém chegar ao Ensino Médio sem saber ler.
Faça um Curso de Word Faça um Curso de Excel Faça um Curso de Power Point

O termo Ensino Superior não está aí por nada. Nesse nível você deve ser capaz de realizar coisas que um aluno do Ensino Básico não seria capaz.

Apesar disso, você já deve chegar lá preparado para enfrentar um contexto completamente diferente ao da escola. A universidade é local de estudo, trabalho e pesquisa científica — coisas nas quais só os mais disciplinados obterão sucesso.

Você é um deles?



Fonte: http://www.lendo.org/ 

Como apagar um computador!


Muito bom para refletir uma dificuldade real, com humor! 



Reprodução:

O vídeo acima, Peter's Computer, é um curta-metragem, chamado Peter's Computer (O Computador de Pedro), dirigido por Nicholas Gurewitch e Albert Birney, que logicamente brinca com a questão do usuário diante do maquinário, mais precisamente um usuário idoso, sem conhecimento de sua manipulação.
Serve para refletirmos não apenas dobre o choque de gerações, mas justamente também pensar que se pessoas idosas têm dificuldades para manipular tecnologias atuais, assim também ocorre com crianças e jovens quando colocados diante de tecnologias ultrapassadas, que hoje são peças de museu, como mimeógrafo, máquina datilográfica, compact disc, videocassete, retroprojetor etc.
Evidente que novas tecnologias requerem novas metodologias para sua utilização, além de capacitação continuada de educadores para seu uso pedagógico e não apenas recreativo, junto aos alunos.
Há que se mudar esta lógica de pais e avós dependerem demais de filhos e netos na manipulação de equipamentos eletroeletrônicos; assim como fazer os alunos criarem conteúdo educacional junto com seus professores, cada qual compartilhando com o outro suas descobertas. O aluno sabe como ninguém manipular a máquina e o educador deve pensar, propor formas educativas de sua utilização no ambiente escolar. 

 

sábado, 14 de junho de 2014

Tecnologias que Educam

O curso de Extensão que eu dei hoje cedo, na Unilago, foi a respeito do livro Tecnologias que Educam.

Para quem participou, ou para quem tem interesse em conhecer o conteúdo deste livro, fica aqui o material da aula e a resenha.

Junto dele tem, também, a aula e a resenha do livro Psicologia da Educação Virtual.

Divirtam-se!